segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um longo Sonho

          Estava lá acordado, vendo os enfeites e os quadros daquela velha e pequena casa, onde me alojei.
       Estava sozinho, lembrando-se de quando morava com minha família, quando tinha alguém para conversar e rir. Pois não, agora eu estava naquela casa sem o que fazer, já sem sono.
       Subi uma escada enorme, que me levou a uma espécie de escritório onde havia quadros e arquivos trancados. Peguei um quadro na mão, era de uma garotinha aborrecida, sentindo falta de algo. Encabulei-me com aquele quadro, queria descobrir o porquê da garotinha estar triste e afinal, quem era ela.
      Abri uma das gavetas de uma mesinha e vi vários papéis. Lá tinha tudo sobre a vida da garotinha. Descobri também, que ela estava aborrecida porque queria uma espécie de bolinha de cristal que estava ali, nesse escritório onde me encontro agora!
     Eu estava assustado, queria sair daquela casa, mas estava sentindo a presença de alguém ali comigo. Ao fechar as gavetas, as portas dos armários se abriram do nada. Olhei para o armário e vi algo brilhando, cheguei mais perto e vi que era a bolinha que a menina do quadro queria.
     Apanhei-a e quando de repente, vejo uma criança com um vestido branco na porta do escritório. Era uma menina, a menina do quadro que eu tinha visto há minutos atrás. Ela pediu a bolinha para mim, mas eu sem entender nada, perguntei a ela por que. Ela já estava nervosa e trancou tudo sem por as mãos, agora sim vi que ela não se passava de um espírito, que poderia me matar a qualquer momento.
    Olhei para a bolinha, e coloquei-a no bolso, me senti estranho. Agora, a tal garotinha era uma bela mulher, de cabelos soltos, e nua vindo até mim, mas eu não sabia por que. Ao tocar em mim, me deu um beijo molhado e com uma essência amarga.
    Abri os olhos assustado, pulei do sofá e olhei para a janela e já estava de manhã. Eu tinha acabado de acordar. 



                                                       João Neto Spinelli

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